05
Mai 09

publicado por aguerradameseta às 14:38

20
Abr 09

 

publicado por aguerradameseta às 11:55

15
Abr 09


A Guerra da Meseta

Artur Portela

Os olhos imaginam? Guerra da Meseta ou Guerra dos Setenta Anos? Porque esta guerra vem lá do fundo. Do fundo do tempo e do fundo de nós. E prolongar-se-á em outras guerras. De uma delas restará um capacete com buraco de bala por onde se espreita o Mundo. Espreita um menino, cego de um olho, mas muito, muito vigilante. O seu olhar convoca pessoas, coisas, emoções, fantasias. Um largo desfile. Pai, mãe, irmão, casa, escola, rua, igreja, bordel, bandeiras, jornal, cafés, estafetas a correr, tróleis, pombos que filmam do ar, Sala de Corte e Ablação, sala de interrogatórios, tenentes-censores, generais, o Ductor.

 

Tudo isto num país entalado entre a gigantesca Barreira de betão, que o protege de um Mar permanentemente em fúria, e montanhas intransponíveis. A ironia e o lirismo de Artur Portela levam-nos a ver (e a reconhecer?) uma fantástica República da Istmânia. E a revisitar um general que enlouquece e sobe aos Céus para capturar Deus. Uma viagem no tempo e num espaço de geometria variável. Um romance dos cinco sentidos. Seis, porque os olhos são dois. Terrivelmente terno.

 

 

P.V.P. 16€

 

 

 

 


 

publicado por aguerradameseta às 16:53

mais sobre mim
Artur Portela

Artur Portela nasceu em Lisboa, formou-se em História e vive no Monte Estoril. Publicou o seu primeiro livro em 1959. Era um volume de crónicas muito contundentes. Levava o título A Feira das Vaidades e foi imediatamente apreendido pela PIDE.

Ao longo dos anos 60 publica as colectâneas de contos Avenida de Roma Thelonious Monk, que foram definidas como retratos da nova cidade, e os romances O Código de Hamurabi, imagem de uma Lisboa jornalística e literária, e Rama, Verdadeiramente, uma história de amor.

Nos anos 70 surgem mais dois romances seus: Marçalazar, sátira do fim de um regime, e Fotomontagem, a revolução vista de um jornal e um jornal visto de uma revolução.

Ainda antes da queda da Ditadura dá à estampa livros de crónicas de forte crítica social, as séries Novo Conde de Abranhos(2 volumes) e A Funda (7 volumes).

Além de um livro de contos publicado, em 1987, Três Lágrimas Paralelas, saem, em 2001, a parábola A Ração do Céu: Comida Colateral, sobre a guerra e os seus efeitos colaterais, e, em 2002, o romance A Manobra de Valsalva, com os media e a globalização como temática.

Na Dom Quixote, publicou os romances satíricos História Fantástica de António Portugal (2004), um século português que leva o nome de um homem, As noivas de São Bento (2005), um policial sobre o poder, a solidão e a manipulação, e o livro de contos-fábulas Os Peixes Voadores (2006).

Agora, o romance A Guerra da Meseta (2009), terna, terrível e irónica imagem de um país fantástico, a Istmânia.