Artur Portela nasceu em Lisboa, formou-se em História e vive no Monte Estoril. Publicou o seu primeiro livro em 1959. Era um volume de crónicas muito contundentes. Levava o título A Feira das Vaidades e foi imediatamente apreendido pela PIDE.
Ao longo dos anos 60 publica as colectâneas de contos Avenida de Roma e Thelonious Monk, que foram definidas como retratos da nova cidade, e os romances O Código de Hamurabi, imagem de uma Lisboa jornalística e literária, e Rama, Verdadeiramente, uma história de amor.
Nos anos 70 surgem mais dois romances seus: Marçalazar, sátira do fim de um regime, e Fotomontagem, a revolução vista de um jornal e um jornal visto de uma revolução.
Ainda antes da queda da Ditadura dá à estampa livros de crónicas de forte crítica social, as séries Novo Conde de Abranhos(2 volumes) e A Funda (7 volumes).
Além de um livro de contos publicado, em 1987, Três Lágrimas Paralelas, saem, em 2001, a parábola A Ração do Céu: Comida Colateral, sobre a guerra e os seus efeitos colaterais, e, em 2002, o romance A Manobra de Valsalva, com os media e a globalização como temática.
Na Dom Quixote, publicou os romances satíricos História Fantástica de António Portugal (2004), um século português que leva o nome de um homem, As noivas de São Bento (2005), um policial sobre o poder, a solidão e a manipulação, e o livro de contos-fábulas Os Peixes Voadores (2006).
Agora, o romance A Guerra da Meseta (2009), terna, terrível e irónica imagem de um país fantástico, a Istmânia.